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terça-feira, 27 de maio de 2014
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Transportes "à borlix"
O sistema de transportes públicos de Perth ainda deixa muito a desejar. A cidade é nova e está a crescer, por isso de dia para dia vai havendo melhorias nas frequências e rotas dos autocarros.
Durante os dias de semana a coisa ainda vai rolando, mas ao fim-de-semana é que tudo se complica. Há muito poucos autocarros, principalmente ao Domingo, e começam tarde e acabam bem cedo. As tarifas não são nada baratas e não existem passes mensais. Há sim um cartão recarregável tipo "andante" que dá um desconto de 25% em relação à tarifa normal.
Felizmente os comboios não sofrem desse mal. Há sempre comboios de 15 em 15 minutos e à noite a cada meia hora. Convém sempre é morar perto da estação;)
Já sofri com esse mal durante os primeiros quatro meses que morei aqui. Felizmente, desde que me mudei para o centro da cidade passei a sorrir cada vez que entro num autocarro. Pois é, na cidade existe a FTZ (free transit zone) e eu vivo dentro desses limites. Ou seja, não pago nem um tostão para andar de transportes aqui no centro.
Para ajudar à festa, a cidade disponibiliza ainda os CATs. São quatro autocarros coloridos (azul, vermelho, amarelo e verde) que andam em círculo, cada um com a sua rota e com frequências de 5 minutos em dias de semana!! E eu, sortuda que sou, tenho o Red CAT mesmo à porta de casa!
Uma cidade que se dá luxo de ter transportes públicos grátis permite aos seus habitantes fixarem-se no centro (ao contrário do que acontece nas grandes cidades portuguesas), evitando o uso de veículos próprios. A cidade de Perth está no 9º lugar das cidades com maior qualidade de vida. Este é um dos factores com toda a certeza!
E é tão fácil ir ali à rua principal ver as montras e fazer umas comprinhas;)
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Let's go Dockers!
O desporto nacional da Austrália é o futebol australiano. Não é o tradicional "soccer" que temos em Portugal, mas também não é o ragueby ou o futebol americano. Tem uma mistura destes dois últimos desportos mas com regras próprias. E sim, é um desporto violento em que o contacto físico é recorrente!
Como em qualquer país, existem pessoas aficcionadas por este desporto, e ainda mais quando se aproxima a final do campeonato.
Uma vez que a Austrália é enorme, a AFL (Australian Football League) toma a proporção de uma Liga dos Campeões ou de um Super Bowl dos Estados Unidos. Aqui no estado de WA, bem pertinho de onde vivo existe a equipa dos Dockers de Fremantle. Pela primeira vez na história do clube, este ano atingiram a final. Imaginem a loucura da cidade aquando do jogo da semi-final! A cidade vestiu-se de roxo e as pessoas foram trabalhar com os cachecóis do Freo ao pescoço!
A emoção era tanta, que todos os jornais traziam várias páginas roxas e até o CBD (City Business District) se rendeu aos Dockers:
A grande final decorreu em Melbourne (a 3000km daqui!!) e a malta acorreu a correr bilhetes de avião ou de autocarro (!!!!!) por valores acima de 1000$ (só ida!).
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Os aborígenes
Hoje apareceu lá no restaurante um aborígene. Confesso que pensei que era indiano. O patrão estava comigo e atendeu-o. Pediu dois sumos para beber na hora, pediu take-away e ainda pediu para chamar um táxi. Enquanto esperava pela comida, entrava e saía do restaurante. O meu patrão, mal pôde disse-me para estar sempre alerta e na defensiva com eles. Para lhes dar sempre o que eles queiram sem rodeios, guardando dispositivos electrónicos que estejam à vista e tendo sempre uma caneta na mão como arma de defesa. Que não eram todos iguais, mas que muitos geram conflitos e apesar de na lei nada estar escrito, os aborígenes eram protegidos pela comunidade.
Não tenho a certeza, mas penso que o patrão não lhe cobrou o take-away. Disse que ninguém quer ter problemas com aborígenes e que eles são vingativos e por isso não querem ter chatices com a lei. Penso que têm medo deles..
A verdade é que este assunto é bastante controverso. Há muitos séculos atrás, também nós europeus escravizamos africanos e eles não são protegidos, muito pelo contrário. A questão na Austrália, é que tudo é muito recente, há 100 anos atrás ainda se escravizavam aborígenes. O governo australiano, como que a desculpar-se por ter invadido a terra deles e os ter maltratado, dá-lhes bastantes benefícios. Não são obrigados a trabalhar, mas se quiserem trabalhar tem prioridade em relação a qualquer outro australiano. Recebem casas e subsídios (tipo Rendimento Social de Inserção) e têm descontos nos transportes públicos. Os responsáveis pelas minas que existem no interior da Austrália pagam rendas chorudas aos aborígenes a quem aquela terra pertencia, e muitos não sabem ler nem escrever!
Já vi ouvi alguns australianos a queixarem-se dos aborígenes e eu própria já assisti a desacatos na rua e em transportes públicos. Deverão ser considerados como cidadãos normais ou pelo contrário, o que os brancos fizeram é motivo para os aborígenes terem tratamento especial?
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Weird and wacky!
Em quatro meses que estou aqui na Aussielândia, já vi mais gente esquisita do que em toda a minha vida! E estou a falar de gente que nem sequer existe nos livros do Harry Potter. Não sei o que tem este pais para atrair tantos malucos.
Já vi malta aos berros na rua, já vi corcundas a falar uma língua desconhecida a meio da noite e gente disfuncional a espalhar gelado no autocarro. Também já vi um trancado numa casa de banho pública quando tentei lá ir (acho que vivia lá) e pessoal que cheirava mesmo mal, de não se poder estar à beira. Gente a falar sozinha no comboio ou aborígenes a oferecer porrada na rua....
Já vi cabelos de todas as cores e combinações de roupa absolutamente estapafúrdias. Já vi um Batman a descer por uma varanda e um Stormtrooper da Guerra das Estrelas calmamente a caminhar na rua!
Acho que o pior mesmo foi na semana passada quando fui ao supermercado e na porta estava um rapaz completamente podre de bêbedo aos gritos deitado no chão, só com um sapato (o outro estava pelo menos a 50m), todo molhado e rodeado de vidros. Um cenário de fugir!!
Quando as pessoas que iam comigo lhe perguntaram o que tinha, respondeu a chorar que tinha partido o pé, mas que não queria ajuda. Quando saí do supermercado já lá não estava. Olhamos para todos os lados à procura dele e corremos para o carro!
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