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terça-feira, 29 de julho de 2014

Let's look at the train.... @ KL

Não é possível comparar certas metrópoles mundiais com as maiores cidades de Portugal. Há um grande número de cidades com mais população que todo o meu país. 
Sem um bom sistema de transportes públicos e autoestradas não é possível sobreviver à hora de ponta diária.

Apesar de já ter andado no underground de cidades como Londres ou Nova Iorque, vi pormenores muito interessantes no metro de Kuala Lumpur. A capital da Malásia tem uma área metropolitana com quase 7 milhões de habitantes.

A rede de ferroviária não tem muitas linhas mas combina comboios, metro e monorail. E funciona bastante bem.

Eis algumas das particularidades que vi (algumas podiam perfeitamente ser aplicadas em Portugal):

1) fichas plásticas reutilizáveis em vez do bilhetinho de papel que tantas árvores custa ao planeta

2) sinais coloridos no chão a apontar para as portas do comboio. Todos sabem onde elas vão abrir para deixar sair passageiros e os que querem entrar só tem de esperar pacientemente em linha (letra Q de queue)

3) carruagens "cor-de-rosinha" só para mulheres! Apesar da Malásia ser um país muçulmano (não tão restrito como a Indonésia) há uma grande percentagem de mulheres a ser alvo de assédio sexual nos comboios, pelo que o governo resolveu o assunto desta maneira (descobri que há muitos mais países a seguir esta tendência. No Japão, as mulheres fartaram-se de ser apalpadas nos transportes e exigiram carruagens exclusivamente femininas)

P.S. - não podia deixar de publicar este achado eheh. Proibido o "comportamento indecente"....

quinta-feira, 13 de março de 2014

À descoberta da Malásia

Se havia país que nunca me tinha passado pela cabeça visitar era a Malásia. Mas a proximidade à Indonésia era tanta que era impossível não dar lá um salto;)

A surpresa foi grande. A mentalidade das pessoas não é tão fechada como na Indonésia. É comum ver-se brancos, já não me senti uma extraterrestre como aqui em Balikpapan. Apesar de o governo declarar o país como sendo muçulmano, há mais diversidade de religiões e não é tão radical. Vêem-se algumas mulheres com hijab ou até niqab é claro, mas nota-se uma maior liberdade no que toca a à religião. Já há álcool à venda em mais restaurantes e eu pude andar "normalmente vestida" na rua sem problemas.

Kuala Lumpur, a capital, tem como maior atracção as Torres Petronas. São lindas! Era capaz de passar horas a olhar para elas:) É o edifício mais alto que já vi até hoje, e já foram as mais altas do mundo durante 10 anos!


As Batu Caves foram outro dos sítios a que me rendi:) 272 degraus e um Buda dourado de 42,7 metros de altura guardam um dos mais famosos templos hindus fora da Índia!
O templo está dentro de uma grande caverna com 400 milhões de anos. Enquanto subia os degraus, dezenas de macaquinhos passavam por mim a grande velocidade pois acabavam de roubar comida aos turistas ou porque tinham sido presenteados com bananas que comiam com grande rapidez:)

KL (como é popularmente conhecido por estas bandas) vai também ficar na minha memória por ter sido a primeira vez que andei de monorail (comboio aéreo que se desloca apenas num carril) e por ser uma cidade óptima para compras a muito bons preços. No Bukit Bintang, no Pavillion ou no KLCC as lojas das maiores marcas mundiais abundam a preços bem convidativos. 
Mais uma vez, tive uma experiência positiva de Couchsurfing (para quem não sabe o que é,  consiste em ser alojado sem pagar na casa de alguém que desconheço, apenas com o intuito de conhecer outras culturas).
Um casal do Cazaquistão, abriu-nos as portas da sua modesta casa para que pudéssemos  trocar algumas impressões sobre os nossas culturas. Ignorância minha, nada eu sabia sobre o país deles, nem eles sobre o nosso.
Fiquei surpreendida por serem muçulmanos e modernos (sem nada dessas coisas de lenços e mulheres tapadas). O sabor da comida que provamos era bastante semelhante ao nosso, (finalmente comida sem picante) e fiquei a saber que o desporto nacional dos Kazakhs é o Kokpar (jogadores a cavalo atiram entre eles uma carcaça de ovelha ou de cabra e tentam marcar golos com ela)!

E porque a Malásia ainda tinha muito para dar, apanhamos um autocarro e fomos explorar outros sítios...