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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Rottnest Island

Sempre que ia à praia em Scarborough (a melhor praia de Perth), via ao longe a Ilha de Rottnest.
E sempre desejei lá ir. Mal tive oportunidade, apanhei o barco e fui lá passar o fim de semana. Foi a minha primeira viagem na Austrália.
Os alemães fizeram desta ilha sua base na II Guerra Mundial e Rottnest em alemão significa ninho de ratos. 
De facto não há ratos na ilha, mas uns animais um pouco parecidos, os Quokkas (são primos afastados dos cangurus)!

A ilha não tem carros. O acesso é feito através de ferry boat. As pessoas podem levar as suas bicicletas ou então alugar lá, como eu fiz.

Junto ao ferry há um pequeno aldeamento. Não é aconselhável sair do aldeamento sem água potável. O resto da ilha é apenas natureza:)

Rottnest tem uma beleza selvagem como eu ainda não tinha visto antes.
Em terra, além dos Quokkas, é possível encontrar lagartos grandes, na água podem ver-se focas e em certas alturas do ano até leões marinhos e baleias.

A água é tão cristalina que o snorkeling e o mergulho são das actividades mais procuradas.

Infelizmente a chuva acompanhou-me quase todo o fim de semana:( Mas isso não me impediu de dar a volta à ilha de bicicleta e de me divertir à brava!










terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Heaven is a place on Bali....

A passagem por Bali (se bem que obrigatória devido às rotas aéreas) foi estratégica. Tentei mentalizar-me do que iria encontrar quando chegasse à verdadeira Indonésia, mas mesmo assim nada me fez prever o que eu realmente encontrei. O choque foi muito, mas muito grande.

Bali está um pouco para a Indonésia como a Madeira está para Portugal. É o paraíso aqui do sítio. Escusado será dizer que os standards deles estão muito abaixo dos nossos.

No fundo, Bali foi a minha transição. O turismo impulsionou de certo modo uma mudança. Acho que até se pode dizer que Bali não é Indonésia.
A cultura balinesa é muito própria. A religião que se pratica na ilha é uma vertente do hinduísmo. Na restante Indonésia predominam (90%) os muçulmanos. O branco é sinal de poder, de dinheiro. O branco ainda é visto como um herói.

Quando se ouve falar de Bali fala-se dos resorts, fala-se das compras baratas, fala-se das massagens.
Mas ninguém fala do que eu realmente vi, e daquilo que eu vivi. Escolhi ver Bali aos olhos de uma balinesa.
Não fiquei num resort, não passei o dia a beber água de coco deitada à beira da piscina, não fiz massagens todos os dias, não andei de táxi....
Escolhi viver como eles, no meio deles!

Como eu já disse, Bali foi a transição. Foi a passagem de um mundo estranho (a Austrália) para um mundo (muito) atrasado. Atrasado em relação a tudo. Um mundo que nunca vai chegar aos pés da Europa.

Foi primeira vez que vim ao 3º mundo, onde a densidade populacional está acima de 1500 pessoas por km2, onde as chuvadas tropicais varrem o imenso lixo, onde as mulheres menstruadas não podem entrar nos templos, onde a poluição que provém do trânsito nos deixa zonzos, onde as pessoas "convivem" com ratos e baratas, onde não há autoclismos nas sanitas, onde o trânsito é um completo caos.. 

Foi também a primeira vez que estive num sítio em que os teenagers me vinham pedir para tirar fotos comigo só porque sou branca (e sobretudo alta), onde uma mota é mais prática que um carro, onde comida exótica é servida em folhas de bananeira, onde há uma infinidade de frutas que eu nunca vi/provei na vida, onde se reza a todas as horas do dia e se fazem oferendas aos deuses, onde se está melhor dentro de água do que fora, onde os animais ainda vivem no seu ambiente natural, onde ainda há lugares selvagens, longe dos olhares gananciosos dos humanos..

Bali é tudo isto e muito, muito mais...